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Douglas Mondo
O
poeta e a flor
Na margem esquerda do velho rio,
estava ao céu perfumada flor.
Suave aos olhos verdes da mata,
ousada como seio servindo amor.
Aos pés do carvalho velho em sono,
vagava antigos ideais um poeta.
Ausente aos olhos a sensual flor,
na mente presentes rebentos e dor.
Na magia o imortal doce instante,
faz do tempo uma lágrima que cai
e banha de vida o suado semblante.
O poeta sente o aroma da bela flor.
Curvando em perfume poema e sonho,
aspira a fragrância e renasce o amor.
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