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Olga de Brito

Viver

Passando pelas campinas,
Assistindo do mundo as ruínas,
Senti no peito em frangalho
A dor da morte do orvalho.
Na mente confusa e insana
Causa da viva mundana
Quis rever a primavera
No alvor de uma quimera.
Busquei então noite e dia
Meu irmão na alegria
Pra com ele dividir
A ternura de existir.

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