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José Dias Egipto
Das Mãos ao Gesto...
O lugar imaginário da modéstia
natural.
A pedra biológica de base.
O significado de todos os silêncios.
O plano virgem, às vezes vago,
do que é óbvio.
A visão dramática
e destruidora de uma vida...
Os registros constantes de uma voz,
nas suas linhas,
a polir, tantas vezes,
os seus próprios ecos,
como circunvoluções de uma concha
marinha,
tecida de experiências
de força e de fraqueza...
A sua idade
revestidas de tesouros,
numa autobiografia interior de gestos,
traz-nos sempre
suspensos de um destino
que nos impele
em busca de outras mãos!...
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