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Antônio Adriano de
Medeiros
Alquimia de seu amor imortal
Eu sempre volto triste ao cemitério
onde está enterrado o meu amor:
naquela cova esconde-se o mistério
que transforma em riso a minha dor.
Ai, nosso amor tão grande e proibido
não acabou com crime passional
que um raivoso e gorducho marido
julgou seria o seu ponto final.
Plantei naquela cova a erva rara
que minha amada era tão cara
__ ela que não foi má e nem medonha.
Num trago demorado a alma sonha
Unir-se a partículas de Beatriz...
E no resto do dia eu sou feliz.
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