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Poema em Amor
(A Dama e o Vagabundo)

Um sorriso um poeta adentrando ao salão
ao pé do alpendre a dama solícita uma flor solidão
a pétala solta em leveza emoldura singela beleza
por trás da meiga um poder em realeza.

Um fidalgo, sua prometida a roupa pesada limpando o chão
a cor da pele em tom bege uma espada uma arma na mão
um letrado desarmado apenas uma poesia transbordando paixão
o embate deflagrado um corpo ferido no chão.

Um poema preso nos lábios molhados da ilusão
uma língua áspera um nobre cuspindo vírgulas e reticências
os apupos da corte ao bobo mambembe auscultam trôpega opinião.

Uma letra solta se junta com outro, outro poder
uma derrota iminente do eminente agora sofrer
a dama e o vagabundo mais que palavras amor em desejo e prazer.

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