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HILDA HIST, escritora e poetisa. Mordaz. Nua e crua. Maravilhosa.
DRIDA, A MAGA PERVERSA E FRIA
Paraiva sobre as casas
Defecava ratas
Andava pelas vias
Espalhando baratas
Assim era Drida
A maga perversa e fria
Rabiscava a cada dia o seu diário.
Eis que na primeira página se lia:
enforquei com minha trança
O velho Jeremias.
E enforcado e de mastruço duro
Fiz com que a velha Inácia
Sentasse o cuzaço ralo
No dele dito cujo.
Sabem por quê ?
Comeram-me a coruja.
Incendiei o buraco da Neguinha.
Uma criola estúpida
Que limpava remelas
De porcas criancinhas.
Perguntaram-me por quê
Incendiei-lhe a rodela ?
Pois um buraco fundo
De régia função
Mas que só tem valia
Se usado na contramão
Era por neguinha ignorado.
maldita ortodoxia !
Comi o cachorro do rei
Era um tipo gay
Que ladrava fino
Mas enrabava o pato do vizinho.
Depenei o pato
Sabem por quê ?
Cagou no meu cercado.
e agora vou encher de traques
O caminho dos magos.
Com minha espada de palha e bosta seca
Me voy a Santyago.
Moral da história:
Se encontrares uma maga
(antes Que ela o faça), enraba-a.
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