|
LA FONTAINE, filho de burgueses, Jean de La Fontaine(1621-1695) pôde entregar-se a uma vida de ócio e de azar ao seu talento de poeta graças à proteção de patrocinadores nobres, em cujos salões conviveu com escritores da importância de La Rachefoucauld, Racine, Molière e Boileu. A publicação de suas encantadoras fábulas, inspiradas nos clássicos greco-latinos do gênero e no fabulário Indiano, embora se voltassem mais para os costumes, vícios e valores da sociedade francesa de sua época, deu-lhe pronta e geral fama.
EPIGRAMA
Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os desejos são
o que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisto, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada.
|