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Douglas Mondo
A meia-noite
todos os medos se olham
Na noite escura
todos os olhos se encontram
Na mulher solitária
todos os desejos se odeiam
Á meia-noite
todos os maridos se unem
num ronco único
Ao meio-dia
todas as esposas reclamam
Na cidade grande
todos os preços sobem
No homem vazio
toda amargura viceja
Ao meio-dia
todas as esposas se unem
numa rotina única
Em hora qualquer
homem e mulher repousam
no cemitério que der.
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