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Adelino Brandão

A SEMANA DE 22 NO CONTEXTO POLÍTICO-ECONÔMICO SOCIAL

Na história do Brasil, a década que vai de 20 a 30 pode ser considerada como uma das mais expressivas e significativas, para que o entendimento das propostas culturais e transformações operadas com o movimento intelectual marcado pela SEMANA DE ARTE MODERNA de 1922. Numa síntese apertada, podemos sumariar os marcos principais que balizaram o processo político, culminado na SEMANA.

A 1 ª GUERRA MUNDIAL: em primeiro lugar, a Guerra de 1914-18, na Europa, entre os impérios Centrais (Alemanha imperial, Áustria-Hungria e Turquia) e os Aliados (França, Itália, Estados Unidos, etc), que terminou com a vitória dos Aliados. Guerra da qual o Brasil participou, e envolveu dezenas de outras nações. A guerra, com todas as suas implicações políticas, econômicas, sociais, trouxe novas maneiras de pensar e agir, criou partidos políticos, doutrinas, filosofias de ação, teorias de Estado novas e em oposição ao pensamento liberal, parlamentar, representativos, clássicos, como novos conceitos de democracia, povo, nação, etc. Após-guerra, surgem os vários sistemas econômicos e regimes políticos, de vasta projeção e alcance universal, que chegam até o Brasil. Assim, o corporativismo português (Antônio Sardinha), o fascismo italiano, o nacional - socialismo alemão, etc. Desenvolve-se o socialismo, o comunismo (bolchevismo russo, 1917 em diante, Lênine), o anarco- sindicalismo, a social - democracia, o trabalhismo (Inglaterra).

Todas essas idéias estão de um modo ou de outro, na Semana de 22.
Basta lembrar que o Partido Comunista (PCB) foi fundado em março de 1922.

2- O DESENVOLVIMENTO URBANO E O CRESCIMENTO DA CLASSE OPERÁRIA: O desenvolvimento da população urbana, num processo crescente que ainda perdura, com o correspondente crescimento das industrias, principalmente no Rio de Janeiro e S. Paulo, obrigou a uma conscientização política maior, com o surgimento dos conflitos naturais entre patrões e empregados. A classe operária passa a avultar e a ser arregimentada pelos chamados partidos e grupos de esquerda. O homem urbano, a família operária, passam a objeto de interesse dos artistas, escritores, pesquisadores sociais. Os historiadores registram, entre 1917 e 1920, a influência dos sindicalistas é fortíssima, em vista dessa ascensão social do trabalhador.

3- AS CRISES ECONÔMICAS: Entre 1917 e 1920, encontramos o Brasil agitado por um ciclo de greves de grandes proporções, no Rio de Janeiro e S. Paulo. Há uma carestia generalizada e especulações no comércio de gêneros alimentícios, gerando insatisfações.

A economia internacional aparece, ainda, desequilibrada, em conseqüência da Guerra Mundial.

4- AS DISPUTAS POLÍTICAS: De 1918 a 1922, governa o Brasil o presidente Epitácio Pessoa, eleito em oposição a Rui Barbosa. Até então, S. Paulo e Minas Gerais disputavam e comandavam a política nacional, depois de quebradas as lideranças gaúcha (Pinheiro Machado) e a baiana (Rui Barbosa).Epitácio era Paraíba. Minas e S. Paulo representam a hegemonia das elites rurais e do voto de cabresto do interior. Rui, a reação urbana, do eleitor mais politizado. Em 1921, a liderança volta a Minas Gerais, com a eleição de Artur Bernardes, mineiro, apontado como "inimigo do Exército". Eleito, mas não empossado ainda, vê levantar-se em julho de 1922, a Revolta do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, debelada por Epitácio. Era o movimento Tenentista que começava.

5- O MOVIMENTO TENENTISTA: A ala jovem das Forças Armadas, principalmente do Exército (os tenentes), trabalhada pelas idéias políticas acima, será a alavanca para revoltas de 22, 24 e 30, estas, finalmente, vitoriosa, que impôs Vargas e a Revolução.

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