Principal
Biografia
Artigos
Poemas
Livros
CD
Vídeos
Modernismo
Contato
 
Hospedagem:


Luiz Haroldo

ANTÓNIO DE ALCÂNTRA MACHADO

ANTÓNIO (com acento agudo) Castilho de ALCÂNTRA MACHADO d' Oliveira nasceu em São Paulo, em 1901, e morreu prematuramente de uma prosaica apendicite, no Rio de Janeiro, em 1935. Vinha de uma família tradicionalista, detentora do único fantasma de família registrado na Genealogia Paulista de Silva Leme. Era Filho do jurista, escritor e político José de Alcântra Machado d' Oliveira (autor da expressão paulista de quatrocentos anos), neto do jurista, escritor e político Brasílio Augusto Machado d' Oliveira, e bisneto do militar, portanto, que o jovem António também tenha sido advogado, militante, jornalista, escritor e político.

Ainda estudante de Direito no Largo de São Francisco (onde seu pai e seu avô foram professores), ele já participou da Semana de Arte Moderna de 1922, segundo informa Raul Boop embora sem esclarecer qual tenha sido exatamente essa participação, Mas se sua participação nessa fase demolidora de Modernismo foi modesta e discreta, a partir de 1926 surge ele como figura de primeira linha na fase construtiva do Movimento, tenho sido fundador e diretor da revista Terra Roxa e Outras Terras, (1926), da "primeira dentição", da Revista Antropofagia (1928), e da Revista Nova (1931).

Publicou em 1926 um livro de crônicas de viagem intitulado Pathé Baby, em 1927 o livro contos Brás, Bexiga e Barra Funda, e em 1928 o livro de contos Laranja da China. A novela inacabada Mana Maria foi publicada postumamente em 1936, e em 1940 parte de sua extensa produção jornalística foi reunida no volume Cavaquinho e Saxofone.

A educação aristocrática e conservadora que teve se reflete em seu estilo pela impossibilidade quase fotográfica do texto. Aliás, para quem não sabia, Pathé Baby era o nome de uma máquina fotográfica, marca Phaté, modelo Baby (portátil). Câmara portátil era novidade na época.

Essencialmente paulista, sua obra é preciosa crônica do período de formação do parque industrial de São Paulo, e de absorção social dos imigrantes italianos. Humorista sem maldade, criou personagens que são mais sínteses psicológicas do que caricaturas. Como Juó Bananere, também ele extraiu efeitos literários do dialeto ítalo-caipira.

| Voltar |

Academia
Espetáculos
Fotos
Homenagens
Segurança Pública
Athena
Pensamentos
Links
Contato