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Nancy Cury
Professora de literatura
Conversa com o Leitor
A alguns, principalmente às viúvas de Olavo Bilac e Coelho Neto, a idéia soar-lhes-á estapafúrdia. A outros poderá despertar curiosidade, baça indiferença, ou sabemos lá mais o quê. Pensando, pois, em tais estranhezas, necessário se faz, dentro dessa prosa arlequinal, abrir espaço para o abre-alas, o inventor do projeto. Urge dar-lhe corpo, nome, concretude siderúrgica. Sem mais delongas, ou quiçá milongas, apresentemo-lo: Douglas Mondo.
Animado com o sarau de lançamento de seu livro, começou a flautear no espírito do advogado-poeta, uma espécie de minueto dadassurealista. Agigantou-se tamanhamente, que ganhou som de trombeta capaz de alcançar alheios simpáticos ouvidos. Assim nasceu a TURMA DO POLYTHEAMA.
Não há quem de fato se queira sonambulando em pântano mental; não pode haver quem se queira como o oswaldiano velho inglês que dorme na cadeira ao lado, à espera de visitas que não vêm.
Todos temos fome e sede. E, você? Tem fome de quê? Tem sede de quê?
Nós, cá para nós, temos todos uma fome tão ou mais legítima que a de pão, uma sede tão ou mais legítima que a de água.
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