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Despedida
Nesse comenos de longa tristeza,
sinto tua alma voar e teu corpo arder;
sinto o fogo queimar tua beleza,
nada mais quero, por simples querer.
O amor se foi, caiu da muralha,
sujou o chão, deu-me adeus derradeira primavera;
cortou minha vida, tua vida como navalha;
no fio equilíbrio teus desejos soltos quisera.
Tão linda, aos olhos negros da ira,
tão bela como flor no jardim d'antes houvera;
é fria a noite que amor nunca sentira.
Meus olhos furados por Medéia
nada mais fitam; sinto rasgar meu coração.
Vem o vento, te leva. Levou minha paixão.
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