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Luzes da Ribalta
(A banalidade de guerra)
São archotes de palha,
brincando entre os dedos dos anjos.
São presentes divinos,
queimando os irmãos e as irmãs dos meninos.
São vagalumes dançando,
como lamparinas seduzindo a íris,
no limiar do clarão por apagar
invocando a morte com testemunha lunar.
São lâmpadas piscando,
como sonhos dançando ao tempo,
no palco do teatro em ruínas,
matando os pais e as mães das meninas.
São apenas imagens,
como pontos coloridos bailando ao luar,
numa bela TV medida em polegada.
Enfadonho, desligo e não vejo a morte da molecada.
(Muié, pega uma cerva....estupidamente...)
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