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PESQUISA ELEITORAL: A MANIPULAÇÃO DO VOTO

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 115.271.000 brasileiros estarão aptos a votar nas eleições de 6 de outubro para presidente da República, senadores, governadores, deputados federais, estaduais e distritais.

São Paulo lidera o colégio eleitoral com 25,6 milhões de eleitores, seguido de Minas Gerais com 12,6 milhões e Rio de Janeiro com 10,2 milhões. Bahia vem logo a seguir com 8,5 milhões e o menor número de brasileiros que votarão nas eleições de outubro, 208 mil, residem em Roraima.

As pesquisas de intenções de voto, por determinação legal, são obrigadas a serem registradas junto ao TSE, demonstrada sua metodologia e quem pagou por elas, já que, obviamente, os grandes institutos de pesquisas não trabalham gratuitamente.

Elas devem observar critérios de amostragem por sexo, idade, grau de instrução, condição econômica do pesquisado, área física de realização da pesquisa, intervalo de confiança e margem de erro.

Infelizmente, não há no Brasil nenhum instrumento legal ou órgão governamental de fiscalização e regulamentação de pesquisas, cabendo ao próprio instituto atestar sua idoneidade e determinar o grau de confiabilidade em seus números.

É bom observar, que os institutos de pesquisas eleitorais são empresas privadas que vivem do lucro e a serviço de quem os contrata, sem fiscalização e normalmente demonstrando resultados dispares entre um e outro, num mesmo momento pesquisado.

Normalmente são utilizadas como meio de poder político e manipulação da débil vontade eleitoral do povo brasileiro, que aceita - por sua própria índole - os resultados sem qualquer questionamento e verificação aritmética.

As divulgações de margens de erro são em média de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, aplicadas sobre os índices pesquisados, o que em números absolutos representam algo em torno de 20% de erro sobre os eleitores dos candidatos, conforme demonstração abaixo.

Por exemplo, fomos bombardeados com resultados de pesquisas eleitorais realizadas entre os dias 24 a 30 de agosto pelos grandes institutos brasileiros, com resultados totalmente divergentes entre si.

O VOX POPULI afirmou que Ciro Gomes tinha 30% das intenções de voto em 29 de julho e que caiu para 25% em 26 de agosto, e que Serra subiu de 13 para 15% no mesmo período.

O CNT/SENSUS, por outro lado, disse que Ciro Gomes subiu de 24,4 para 25,5% de 25 de julho a 26 de agosto, e que Serra subiu de 14,3 para 14,7%.

Já o DATA FOLHA mostrou que Ciro Gomes caiu de 28 para 20% no período de 30 de julho a 30 de agosto, e que Serra subiu de 16 para 19% no mesmo período, havendo um empate técnico entre ambos os candidatos. Lula e Garotinho permaneceram com seus percentuais inalterados.

O IBOPE, finalmente, divulgou que Ciro Gomes caiu de 27 para 21 pontos percentuais, no período de 8 a 26 de agosto e que Serra subiu de 11 para 17 pontos percentuais.

De acordo com o IBOPE, se aplicarmos o índice de eleitores (27%) aptos a votar em Ciro Gomes em 8 de agosto, temos um total de 31.123.170 pessoas. Se aplicarmos o índice de 21%, temos 24.206.910 eleitores.

Com a aplicação da margem de erro (2,2%), temos em 26 de agosto de 21 para 23,2%, o que resulta numa variação de 24.206.910 para 26.742.872, num total de 2.535.962 eleitores.

Se considerarmos ainda, que o índice de subida de Serra foi de 2,2% a menos, temos que foi de 11 para 14,8% e não 17%, o que dá uma diferença de 19.596.070 (17%) menos 17.060.108 (14,8%), o que resulta nos mesmos 2.535.962 eleitores.

Se somarmos as duas diferenças, a mais para Ciro e a menos para Serra, temos: 2.535.962 vezes dois, no que resulta em 5.071.942 e representa 19% do total de eleitores que votariam em Ciro Gomes em 26 de agosto.

O mesmo raciocínio vale para VOX POPULI, CNT/SENSUS e DATAFOLHA, tanto para Ciro Gomes quanto para Serra, já que o inverso também é verdadeiro e todos os institutos consideraram que Lula e Garotinho não sofreram mudanças em seus percentuais de intenções de voto.

Convém salientar que Lula também experimentará o mesmo processo no segundo turno. Dependendo da posição que ocupar na relação contratual, isto é, se for o contratante ou a vítima dos aludidos institutos de pesquisas.

Se considerarmos, finalmente, que as margens de erro podem ser algo em torno de 20% do número de eleitores que qualquer candidato tenha, variando de acordo com o número real de votantes em seu nome, temos como simples raciocínio lógico à manipulação em torno de milhões de eleitores, de acordo com a vontade do contratante da pesquisa e dos interesses políticos do instituto.

O que nos leva à conclusão, que pesquisa eleitoral serve apenas para manipular nossa vontade política, de acordo com o poder que a contratou e tem como objetivo, nos ludibriar em nossa capacidade de votar em candidato de acordo com nossa ideologia política.

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