|
LUIZ INÁCIO
Como será chamado o novo Presidente da República? Luiz Inácio ou Lula?
Por puro preconceito, há inúmeras piadas retratando o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, como um homem sem instrução e despreparado para dirigir o país.
Há quem garante, que Lula é ignorante.
Como Lula pode estar despreparado para governar o país, se foi um grande líder sindical; um dos fundadores de um respeitado partido político; disputa pela terceira vez a presidência da República e é considerado virtualmente eleito Presidente do Brasil pelas nações mais desenvolvidas do planeta?
Uma das definições de preconceito, dita pelo Mestre Aurélio, é a opinião formada antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos.
Segundo ele, quem é preconceituoso é ignorante quanto aos fatos que originaram sua antecipada opinião.
E a opinião técnica do cidadão Aurélio Buarque de Holanda Ferreira é incontestável.
Logo, quem é preconceituoso é ignorante.
É óbvio que a política a ser implementada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se eleito, não atenderá aos interesses daqueles que não se importam com milhões de brasileiros que estão desempregados e morrendo à míngua de futuro honroso e digno.
É óbvio que haverá projetos de redistribuição de renda para atacar as questões fundamentais da falta de segurança que atormenta o povo brasileiro, diminuindo os índices de miserabilidade e atacando a base de todo o mal, que se chama "fome".
É óbvio que a política externa a ser adotada será voltada para afinidades econômicas com a esquerda européia e não mais submissa - sem contestação alguma - com as ordens e consensos de Washington.
É óbvio que a relação entre a renda e o capital sofrerá abalos, diminuindo a distância enorme que existe atualmente, entre ricos e pobres.
É óbvio que o país mudará. Esse é o sentimento querido pela grande maioria da população brasileira. A grande maioria inconformada com o quadro atual de caos social em que vivemos.
O Presidente eleito saberá, como um dos homens mais conhecedores da realidade brasileira, fazer as alianças políticas necessárias para implementar as mudanças que ajudarão o país a atravessar período negro que nos espera, por conta da política imperialista americana.
Não se submeter ao jugo americano e impor-se como grande produtor de grãos e sementes, como o somos, lutar contra subsídios externos e aumentar as exportações, inclusive de tecnologia não será fácil, mas viver sob cabrestos é indigno ao mais indigno dos homens.
Melhor a fome voluntária que a fome imposta.
A caminhada para a reconstrução desse país será tarefa das mais difíceis, e o futuro Presidente da República terá que contar com a ajuda de milhões e milhões de brasileiros que o esperam de braços abertos para uma nova realidade brasileira, mais justa e fraterna.
|
Índice
|
|