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LÁGRIMAS CHORAM POR TI
Ele é nosso jogo moderno de guerra. Exige sabedoria estratégica, conhecimento exato do momento de atacar e defender, vontade de vencer e, principalmente, capacidade na execução da arte com a disciplina tática.
Quem consegue adquirir força de conjunto utilizando todos esses aspectos, consegue ser vitorioso e levar seu escudo para o mais alto degrau do sucesso, registrando seu nome nos píncaros da glória.
Dentre todas as atividades humanas pouco importantes, talvez seja a que mais importância tenha para o homem moderno. Movimenta bilhões de dólares anualmente e leva à riqueza ou à pobreza, homens fortes e fracos, no mesmo instante da fama adquirida ou perdida.
Desperta paixão e culto aos ídolos que dominam a bela arte, independentemente da língua falada, do credo orado ou da cultura existente.
Poucos conseguem ficar à margem das discussões que seus embates despertam, fazendo com que homens e mulheres se lancem em defesa de seus escudos e ídolos, como se a disputa fosse apenas um meio veicular de veneração.
Há, quase, uma divindade romana a esculpir seus mágicos dribles, no quadrilátero imaginário que povoa o prazer da conquista da vitória dos fortes sobre os mais fracos.
Aos vitoriosos, o sabor da conquista. Aos derrotados, o choro da tristeza e da desesperança.
Assim foi, assim sempre será.
Toda uma história de tradição e glória, perdida em poucos minutos que separam a vitória da triste derrota na tabela da vida, salpicada pelas apagadas estrelas da desilusão.
O culto ao passado lançará pragas aos dirigentes cartoriais da atualidade, como se culpados únicos fossem pela amarga derrota, tentando eximir de culpa todos os guerreiros abatidos pela vitória do sábio inimigo.
E o discurso da débil esperança se misturará às justificativas pela terrível perda, levando antigos companheiros a se digladiarem entre acusações de culpabilidade inerentes à própria incompetência de seus guerreiros, que não honraram o nome marcado no peito.
Um nome que foi defendido por verdadeiros guias para as novas gerações, com seus posicionamentos perfeitos e suas posturas éticas na defesa da bela arte da esgrima, onde seus pés feriram de morte escudos inimigos, que latejaram na vermelha dor de seus nomes.
Outrora venceu quatro jogos de guerra. Hoje morre de desespero e sofrimento, ferido pela cores inimigas que o lançou na feia sarjeta da divisão dos inferiores.
Morto pelos pés da vitória. Palmas ao vencedor. Sem eira nem beira, perdido entre luso fônico que agora bota fogo na gama de possibilidades que futuras derrotas ainda possam manchar de roxo, não de verde, todas as vergonhas que assolam as almas de seus seguidores.
Após a derrota, lágrimas caem no fértil chão e purificam todos os espíritos, brotando no triste parque, plantas daninhas que espantam maus olhados na tremedeira da morte prestes a chegar e ao receber num jogo de palavras, a estocada fatal da forte espada de São Jorge.
Que a todos vence e se rejuvenesce na morte de seu mais velho inimigo, que não fora por ele abatido, mas por outro amigo, que se assim não fosse, pelo campeão dos campeões assim o seria.
Lágrimas choram por ti, na antiga confraria, enquanto saboreio um salgadinho junto com um refrescante chope gelado, na brincadeira das palavras abrilhantadas por uma doce alegria.
E o meu escudo alvinegro, de tradições e histórias mil, continuará vitorioso pelos campeonatos afora desse lindo Brasil.
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