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O poeta e a flor

Na margem esquerda do velho rio
estava ao céu perfumada flor
Suave aos olhos verdes da mata
ousada como seio servindo amor

Aos pés do carvalho velho em sono
vagava antigos ideais um poeta
Ausente aos olhos a sensual flor
Na mente presentes rebentos e dor

Na magia o imortal doce instante
faz do tempo uma lágrima que cai
e banha de vida o suado semblante

O poeta sente o aroma da bela flor
Curvado em perfume poema e sonho
aspira a fragrância e renasce o amor

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