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Condenado ao Amor
Em tempos outros, pediu-me um poema
solto em folha de papel.Era quase carnaval.
Fevereiro o era, por sinal.
Dei-lhe o poema e quis lhe conhecer,
como musa que ainda não era,
não por meu querer.
Já eu a quisera. Sabia que seu, um dia, seria.
Poeta-Menina, posso ser seu bem-querer?
Seu amado por bem-dizer?
Devagar, quase devagarzinho,
fui me mostrando
feito cantar de um doce passarinho.
Versos fiz, outros mostrei, sem assustar
a bela poetisa. Que nome eu disse?
__"Nome não lhe darei"
Mas quisera eu ainda saber:
__"Qual seu nome?"
__"Onde você mora?" Ainda saberei.
Ela devagar, quase devagarzinho,
deu-me sua alma, seus versos e depois,
mulher-linda, prendeu-me feito passarinho.
E eu, canto a vida, feliz, preso em seu coração.
Beijando-a loucamente, como seu amorzinho.
Que o sou, seu homem e menininho.
__"Posso ir lhe beijar?"
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