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Santo Antonio das Palombas

Dorme, dorme, moça bonita.
Ao lado de sua vermelha casa
há uma estação ferroviária.

Às quatro e quarenta e cinco
o trem com a máquina inglesa
leva o homem da capital para
o interior, livrando-o da tristeza.

Acorda, acorda, moça sapeca.
O trem traz melodia para seus
sonhos de menina-levada-da-breca.

Acorda ao raiar do dia com sua
anágua de formosura e ousadia
para se banhar de branco leite
e misturar os pensamentos da poesia.

Suba, suba, moça prendada.
Esse poeta faz fita pra manga-rosa.
Homem da capital, se trepar na
mangueira vai parar no hospital.

Moça-menina suba ligeiro pelos
fortes galhos. Traga-me a fruta mais
saborosa e seus vestido em frangalhos.

Venha, venha menina-mulher,
atrás do curral há um lindo lago,
vamos nadar e mergulhar da passarela.

Seu vestido de chita colado
ao corpo...Meu Deus! Nunca vi imagem
tão bela! Assim não há poeta que resista!

O homem fala mais alto, adeus artista.
Não volto, não volto, sou dos tais.
Pia o quero-quero, menina você quer?

Ah! A vida na fazenda...vamos brincar
de esconde-esconde...pular unha-na-mula...
Oi se Zé, faiz um lanche de mortandela
e marca na cardeneta pro fim do mêis.

Menina-moça vamo rolá? Fiquei freguêis.

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