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Tua Barcaça
Conheci o jovem poeta, ainda
adolescente.
Pensava em construir uma sociedade,
fruto da terra.
Pensava que todo mundo era gente.
Conheci o jovem ainda sonhador.
Pensava que morava num mundo
sem guerra.
Sonhava todo dia com poesia e
amor.
Voava nas asas da imaginação.
Brincava de felicidade no lombo
da serra.
Imaginava polícia de mãos dadas
com ladrão.
Queria ser enterrado, quando morresse,
num lindo coração.
Hoje chora de tristeza, vive adulto
matando a natureza.
Nem guardou o formato do caixão.
Perdeu o encanto e luta todos os dias
para manter-se lúcido.
Rola na poeira e amassa pão
que não divide com nenhum
irmão.
O que fala quando olha-se no espelho
e se vê sob sua trôpega solução?
Nada tem dito ultimamente que lhe
lembre sua antiga opinião.
Era forte. Lembra-se de seu irmão?
Desabrochou na sua história. É sua
inspiração. Não ficou demente.
Impaciente? Às vezes. Louco? Outra tantas.
Sobreviveu. Felicidade? Ora não seja
Adolescente.
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