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Sob um céu estrelado
Por debaixo da quente noite, enluarada
Deitou-se mulher sobre a verde grama
Esperou-me doce beldade, molhada
Quis meu varão, na engenhosa trama
Puxou-me sobre seus quadris, num repente
Balbuciou sons inaudíveis e grunhidos
Fez-me animal ondulado, longa serpente
Engoliu-me a carne entre breves gemidos
De pronto quis mais, satisfaça-a rapaz
Rija permaneça a vontade e tua vara
Embora respirar queira, o tempo é fugaz
Use teus dedos e língua, esfregue a cara
Aceito o embate, não me faço de rogado
Enquanto arfante seios sugo em botão
Duro e grosso ao céu ofereço-me deitado
Guio tua flor lasciva à estocada explosão
É noite de prazer, olho farol de lua cheia
Ilumina minha alma dentro da bela mulher
Suga minha seiva e queima óleo da candeia
Sou tua comida, coma-me como quiser
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